segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Métodos Globalizados e Educação Infantil.

A postagem em Abril de 2017, sobre métodos globalizados, me fez relembrar o meu período de estágio na educação infantil, onde trabalhei com o projeto meio ambiente e muitos assuntos foram abordados, um destes assuntos partiu do interesse dos alunos quando observei após desenhos que produziram, que estavam interessados em saber mais sobre o arco-íris, foi a partir deste momento que iniciamos um trabalho de pesquisa, primeiro perguntei aos alunos o que sabia sobre o arco-íris e o que gostariam de saber, o quandro ficou da seguinte forma:

O que sabemos sobre o arco-íris.
O que gostaríamos de saber sobre o arco-íris.
É feito com sol e chuva. (Danilo)
Aonde ele fica no chão. (Leonardo)
Várias cores. (Danilo)
Será que a gente consegue escorregar no arco-íris? (Danilo)
Cores lindas pros passarinhos. (Thierry)
Por que o arco-íris tem cores? (Jimmy)
Montão de cor. (Jean)
Qual é a altura do arco-íris? (Bruno)
Muito, muito, muito grande (Gabriel).
De onde ele vem? (Lívia)

Como a gente chega ao arco-íris? (Miguel)

Pode ser infinito? (Jimmy)
       
E assim foi proposto que os pequenos pesquisassem em casa sobre o Arco-íris, com a ajuda dos pais. Na semana seguinte as crianças trouxeram suas pesquisas e estas foram apresentadas para os colegas em seguida as crianças trabalharam em pequenos grupos e assim descobriram muitas coisas, exploramos o número e as cores, trabalhando a questão do número e suas quantidades, desenvolvemos a linguagem, muitas vezes exploradas em trocas de conversas e também trabalhamos com ciências entendendo como o arco-íris se forma.
Embora sejam alunos pequenos (4 à 5 anos), trabalharam e empenharam-se em trazer para a sala alternativas, dando forma e organizando as idéias que tinham sobre o tema, desta maneira despertaram sua capacidade de buscar respostas para suas dúvidas, sendo o professor um mediador destes conhecimentos. 
Assim com esta atividade entendo que os alunos foram protagonistas principais de suas aprendizagens, participaram e compreenderam sobre o Arco-íris, concluíram que possui sete cores, forma-se das gotinhas de água que refletem a luz do sol, que não podem escorregar pois ele é de água e por fim que o arco-íris é infinito, não tem fim. 

Fotos: 
Grupos trabalhando nos cartazes que foram apresentados para os colegas.





Imagens de arquivo pessoal.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Espaço e tempo II

Em fevereiro de 2017 fiz uma postagem sobre o espaço e o tempo, quando reli o título logo pensei que a postagem referia-se a uma escola tradicional, onde deve-se ser seguido o planejamento de forma rígida e as atividades deveriam ocorrer num tempo determinado do início ao fim. Mas, ao continuar a leitura afirmo que a escola é um ambiente de todos, assim como as decisões devem ser tomados por todos, e os alunos tenham voz no ambiente escolar, podendo tomar decisões e também poder escolher o que deseja aprender e o que os interessa.
As atividades planejadas devem contar com a participação ativa dos alunos, garantindo à elas a construção de noção de tempo e de espaço, possibilitando que entendam como as situações são organizadas e ainda assim permitimos um ambiente rico em variadas interações sociais, onde os alunos participam de uma forma colaborativa e os momentos e os espaços são planejados com a participação do aluno.
Muitas das atividades da nossa rotina,são organizadas para nos auxiliar no período que as crianças estão na escola, desta forma fica fácil dispor o espaço para que todos sintam-se acomodados, possibilita à criança segurança e domínio do espaço e do tempo que passa na escola.   

É importante pensarmos em organizar o tempo  e o espaço, apropriando as atividades com o espaço que se obtém no ambiente escola, quanto ao planejamento este deve ser flexível, com possíveis variáveis, não necessariamente ter um início e um fim cronometrado.                                                                      

No meu período de estágio, algumas vezes foi necessária a mudança do planejamento, algumas vezes por falta de interesse dos alunos, outras que as atividades tiveram de ser trocadas de ambiente devido ao tempo (chuva), ou ainda estender-se por mais tempo, pois as crianças traziam assuntos novos.No meu ponto de vista foi desta forma que os alunos foram construindo seus conhecimentos num ambiente onde o tempo e o planejamento eram modificados a cada necessidade e interesses dos mesmos. 

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Experiência na Educação Infantil


Em janeiro de 2017, postei no blog sobre o Ensino de Ciências na Educação Infantil, onde realizei uma experiência com os alunos do Jardim B (faixa etária dos 4 aos 5 anos). Ao trabalhar na educação infantil com o ensino de ciências pude sentir os alunos mais envolvidos e participativos.
Durante o meu estágio no primeiro semestre de 2018, trabalhamos com algumas experiências, sobre o ciclo da água e como se forma o arco-íris, utilizamos materiais diversos para demonstrar tais fenômenos.

O ensino de ciências na educação infantil propicia a interação com diferentes materiais, a observação e o registro de muitos fenômenos, e elaboração de explicações, enfim a construção de conhecimentos e de valores pelas crianças. [...] Na educação infantil é fundamental superar as fragmentações do conhecimento e buscar articulá-lo através de atividades lúdicas. (ROSA, 2001, p. 163).

Proporcionar aos alunos atividades onde envolvam experiências é  pensar qual a maneira que as crianças possam se envolver, observando o nível de desenvolvimento, assim conseguimos avaliar qual a importância da atividade para a criança. Estas atividades despertam o raciocínio das crianças, através das experiências sensoriais, o professor dá aos educandos a oportunidade de construir o conhecimento sobre o mundo dos objetos, fazendo comentários e questões que chamem a atenção para os muitos problemas espaciais e casuais, na esperança que eles busquem a inspiração para encontrarem seus próprios objetivos ao mesmo tempo que busquem questões que lhes interessam.

Nesta atividade os alunos observaram o arco-íris, utilizando como recurso uma mangueira com água, os alunos puderam observar o fenômeno.


 


Esta atividade se chama flutua ou afunda, os alunos escolhiam objetos e observavam, logo deveriam responder se afunda ou flutua e explicar o porque isso ocorre.



Nesta atividade utilizamos como recurso água morna, gelo, um prato e um recipiente maior, esta atividade demorou um pouco, mas nas imagens podemos perceber o encantamento dos alunos quando  a experiência deu certo.


Imagens de arquivo pessoal.


Referência:

ROSA, Russel Terezinha Dutra da. Educação Infantil pra que te quero? Organizado por Carmem Maria Grady e Gládis P. da Silva Kaercher. - Porto Alegre: Artmed, 2001. 164 p.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A importância do brincar.

Ao reler alguns textos da interdisciplina Ludicidade e educação, encontrei um artigo de uma revista que fala sobre "brincar é coisa séria", lembrei da postagem que realizei sobre o brincar em 2016.
O psiquiatra Stuart Brown entrevistou cerca de 6 mil pessoas perguntando sobre sua infância, em seus dados surgem que a falta de oportunidades de participarem de atividades lúdicas sem regras definidas, podem fazer com que as crianças se transformem em adultos desajustados e infelizes. Wenner (2011, p. 28) afirma que:  Brincadeiras "livres" são fundamentais para adaptação, controle de estresse e construção de habilidades cognitivas e capacidade de solucionar problemas.
As crianças ao brincarem desenvolvem habilidades cognitivas, sócio - afetivas, morais e físicas, jogos com regras são divertidos e garantem importantes experiências e aprendizado, interagindo com o grupo, criando laços de respeito e amizade. Através do lúdico trabalhamos a corporeidade (corpo/ mente), o cérebro é onde pensamos e sentimos, o cérebro é social, cresce através da interação e por meio da reflexão pessoal, e ele é o principal responsável pelas nossas ações.
Atuo na educação infantil e percebo o quanto é importante este momento para as crianças, consigo envolver os alunos ao trabalhar com um tema a partir da brincadeira, pois as crianças se comunicam mais e expressam seus sentimentos, participam com mais entusiasmo, explorando os sentidos, emoções e desejos. Entendo que através das brincadeiras e das atividades propostas nos relacionamos e interagimos, entendendo a nossa presença no mundo e assim como nas relações e interações que estabelecemos entre nós e os outros é que contribui para nossa construção como seres humanos.
 


Imagens de arquivo pessoal.


Referência:
WENNER, Melinda. Brincar é coisa séria. Mente Cérebro. São Paulo: EDIORO DUETO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII, nº 216, Jan/2011 (p. 26-35).

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Uma das postagens que destaco refere-se a aprendizagem, onde foi postada no ano de 2016, nesta apenas realizei uma cópia de uma postagem no fórum, que foram respondidas algumas perguntas sobre a aprendizagem.
Muitos conhecimentos foram adquiridos durante o curso do PEAD e muitas vezes discutimos como ocorre a aprendizagem, explorando as teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon, cada um com suas principais ideias e teorias. 
Para Piaget o desenvolvimento intelectual resulta da construção de um equilíbrio progressivo de  acomodação e assimilação, o que propicia o aparecimento de novas estruturas mentais.
Vygotsky nos mostra que o individuo aprende através do meio, na interação com o outro e a aprendizagem se dá de fora para dentro.
Já Wallon nos traz a questão da afetividade.
De acordo com Becker (2001, pg. 57) "Formular questões desafiadoras e que, ao mesmo tempo, estão dentro das possibilidades do sujeito é uma forma de educar que contempla, simultaneamente, a aprendizagem do ponto de vista cognitivo e, além disso, satisfaz a dimensão afetiva do processo de aprendizagem." 
Esta citação me faz refletir o papel do professor de mediador de conhecimentos, este deve propor atividades que desafiam os alunos, onde estes possam tornar suas aprendizagens mais significativas, sendo capazes de buscarem novos conhecimentos com o auxílio do professor. Para que a aprendizagem ocorra é importante pensar no aluno como um todo, respeitando suas particularidades, motivando -os e formando seres capazes de serem críticos e reflexivos.                                                                                                       


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O Olhar e a Educação.


Relembrando a postagem sobre o ver e olhar, pude rever a importância de desenvolver um olhar mais apurado na educação, quando temos um olhar mais atento somos capazes de identificar situações e problemas, analisando e interpretando fatos a modo de buscar entendimento sobre como se posicionar e auxiliar quando necessário.

Ao olhar os alunos podemos identificar suas necessidades, podendo trabalhar com assuntos que estejam interessados, no meu período de estágio algumas vezes isto ocorreu, preparei atividades para desenvolver com a turma que no meu ponto de vista achei que era propício para aquele momento, mas através da observação de como os alunos estavam envolvidos, percebi que não estavam interessados, então imediatamente parei com a atividade e os levei para o pátio onde brincaram e se divertiram. 

Por este motivo destaco a importância de um olhar mais específico do professor, e este também deve estar apto a modificar e transformar as atividades desenvolvidas para que os alunos possam sentir-se envolvidos no seu processo de ensino e aprendizagem, é necessário que o docente ao desenvolver suas práticas tenha um olhar sensível para a organização de suas ações.

Com um olhar mais profundo, o diálogo aberto e uma escuta sensível, muitas vezes identificamos as necessidades de nossos alunos, podendo auxiliá-los e ajudando em seu pleno desenvolvimento, as crianças possuem características próprias e, por isso, elas possuem formas diferentes de pensar e sentir o mundo no qual estão inseridas, e é a partir da interação com as professoras, com outras crianças, com objetos, que as crianças vão compreendendo o mundo ao qual pertencem.

  

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Infância Pós-moderna.

Relendo a postagem que fiz em 2015, no primeiro semestre do curso de Pedagogia da UFRGS, sobre Educar uma Infância pós - moderna, uma infância onde tudo muda rápido e o tempo todo me fez repensar sobre minha trajetória no curso em relação ao uso das tecnologias nas salas de aula, cada vez mais percebemos crianças explorarem os celulares, tabletes ou computadores, acredito que a escola possa se constituir como um espaço importante de reflexão e problematização destas questões, no sentido de repensar e integrar o uso das tecnologias no ambiente escolar, a modo de utilizá-las para aprendizagem.


Inicialmente, acredito que não podemos pensar em “nós” e “eles”, mas sim nos vermos como um todo integrado, resultante da soma das partes mais as relações que se estabelecem por meio das trocas e da mediação pedagógica. (SCHLEMMER, 2006, p. 40).

Somos de uma “geração analógica”, conhecidos como “imigrantes digitais”, próximos a nós há uma geração de crianças e adolescentes que vivem num mundo digital, numa escola digital, e cabe a nós professores repensar em nossas práticas a modo de deixar nossas aulas mais atrativas para estas crianças e adolescentes.
No meu estágio obrigatório fiz o uso das tecnologias em minhas atividades, trouxe para os alunos vídeos relacionados aos temas dos projetos trabalhados e ainda trabalhamos com jogos digitais, onde foram usados como recursos tabletes e computadores, nestas atividades senti os alunos envolvidos, participaram demonstrando alegria ao utilizar estas ferramentas, onde manipularam com muita facilidade e domínio.

Imagem de arquivo pessoal.


Referência:
SCHLEMMER, Eliane. O professor e o mundo da escola: O trabalho do professor e as novas tecnologias. Revista textual. Setembro de 2006, p.33-42. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2425153/mod_resource/content/4/SCHLEMMER_O%20trabalho%20do%20professor%20e%20as%20novas%20tecnologias.pdf  Último acesso: 23/01/2019.