segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Espaço e tempo II
Em fevereiro de 2017 fiz uma postagem sobre o espaço e o tempo, quando reli o título logo pensei que a postagem referia-se a uma escola tradicional, onde deve-se ser seguido o planejamento de forma rígida e as atividades deveriam ocorrer num tempo determinado do início ao fim. Mas, ao continuar a leitura afirmo que a escola é um ambiente de todos, assim como as decisões devem ser tomados por todos, e os alunos tenham voz no ambiente escolar, podendo tomar decisões e também poder escolher o que deseja aprender e o que os interessa.
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Experiência na Educação Infantil
Em janeiro de 2017, postei no blog sobre o Ensino de Ciências na Educação Infantil, onde realizei uma experiência com os alunos do Jardim B (faixa etária dos 4 aos 5 anos). Ao trabalhar na educação infantil com o ensino de ciências pude sentir os alunos mais envolvidos e participativos.
Durante o meu estágio no primeiro semestre de 2018, trabalhamos com algumas experiências, sobre o ciclo da água e como se forma o arco-íris, utilizamos materiais diversos para demonstrar tais fenômenos.
O ensino de ciências na educação infantil propicia a interação com diferentes materiais, a observação e o registro de muitos fenômenos, e elaboração de explicações, enfim a construção de conhecimentos e de valores pelas crianças. [...] Na educação infantil é fundamental superar as fragmentações do conhecimento e buscar articulá-lo através de atividades lúdicas. (ROSA, 2001, p. 163).
Proporcionar aos alunos atividades onde envolvam experiências é pensar qual a maneira que as crianças possam se envolver, observando o nível de desenvolvimento, assim conseguimos avaliar qual a importância da atividade para a criança. Estas atividades despertam o raciocínio das crianças, através das experiências sensoriais, o professor dá aos educandos a oportunidade de construir o conhecimento sobre o mundo dos objetos, fazendo comentários e questões que chamem a atenção para os muitos problemas espaciais e casuais, na esperança que eles busquem a inspiração para encontrarem seus próprios objetivos ao mesmo tempo que busquem questões que lhes interessam.
Nesta atividade os alunos observaram o arco-íris, utilizando como recurso uma mangueira com água, os alunos puderam observar o fenômeno.
Esta atividade se chama flutua ou afunda, os alunos escolhiam objetos e observavam, logo deveriam responder se afunda ou flutua e explicar o porque isso ocorre.
Nesta atividade utilizamos como recurso água morna, gelo, um prato e um recipiente maior, esta atividade demorou um pouco, mas nas imagens podemos perceber o encantamento dos alunos quando a experiência deu certo.
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| Imagens de arquivo pessoal. |
ROSA, Russel Terezinha Dutra da. Educação Infantil pra que te quero? Organizado por Carmem Maria Grady e Gládis P. da Silva Kaercher. - Porto Alegre: Artmed, 2001. 164 p.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
A importância do brincar.
Ao reler alguns textos da interdisciplina Ludicidade e educação, encontrei um artigo de uma revista que fala sobre "brincar é coisa séria", lembrei da postagem que realizei sobre o brincar em 2016.
O psiquiatra Stuart Brown entrevistou cerca de 6 mil pessoas perguntando sobre sua infância, em seus dados surgem que a falta de oportunidades de participarem de atividades lúdicas sem regras definidas, podem fazer com que as crianças se transformem em adultos desajustados e infelizes. Wenner (2011, p. 28) afirma que: Brincadeiras "livres" são fundamentais para adaptação, controle de estresse e construção de habilidades cognitivas e capacidade de solucionar problemas.
As crianças ao brincarem desenvolvem habilidades cognitivas, sócio - afetivas, morais e físicas, jogos com regras são divertidos e garantem importantes experiências e aprendizado, interagindo com o grupo, criando laços de respeito e amizade. Através do lúdico trabalhamos a corporeidade (corpo/ mente), o cérebro é onde pensamos e sentimos, o cérebro é social, cresce através da interação e por meio da reflexão pessoal, e ele é o principal responsável pelas nossas ações.
Atuo na educação infantil e percebo o quanto é importante este momento para as crianças, consigo envolver os alunos ao trabalhar com um tema a partir da brincadeira, pois as crianças se comunicam mais e expressam seus sentimentos, participam com mais entusiasmo, explorando os sentidos, emoções e desejos. Entendo que através das brincadeiras e das atividades propostas nos relacionamos e interagimos, entendendo a nossa presença no mundo e assim como nas relações e interações que estabelecemos entre nós e os outros é que contribui para nossa construção como seres humanos.
Imagens de arquivo pessoal.
Referência:
WENNER, Melinda. Brincar é coisa séria. Mente Cérebro. São Paulo: EDIORO DUETO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII, nº 216, Jan/2011 (p. 26-35).
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Uma das postagens que destaco refere-se a aprendizagem, onde foi postada no ano de 2016, nesta apenas realizei uma cópia de uma postagem no fórum, que foram respondidas algumas perguntas sobre a aprendizagem.
Muitos conhecimentos foram adquiridos durante o curso do PEAD e muitas vezes discutimos como ocorre a aprendizagem, explorando as teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon, cada um com suas principais ideias e teorias.
Para Piaget o desenvolvimento intelectual resulta da construção de um equilíbrio progressivo de acomodação e assimilação, o que propicia o aparecimento de novas estruturas mentais.
Vygotsky nos mostra que o individuo aprende através do meio, na interação com o outro e a aprendizagem se dá de fora para dentro.
Já Wallon nos traz a questão da afetividade.
De acordo com Becker (2001, pg. 57) "Formular questões desafiadoras e que, ao mesmo tempo, estão dentro das possibilidades do sujeito é uma forma de educar que contempla, simultaneamente, a aprendizagem do ponto de vista cognitivo e, além disso, satisfaz a dimensão afetiva do processo de aprendizagem."
Esta citação me faz refletir o papel do professor de mediador de conhecimentos, este deve propor atividades que desafiam os alunos, onde estes possam tornar suas aprendizagens mais significativas, sendo capazes de buscarem novos conhecimentos com o auxílio do professor. Para que a aprendizagem ocorra é importante pensar no aluno como um todo, respeitando suas particularidades, motivando -os e formando seres capazes de serem críticos e reflexivos.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
O Olhar e a Educação.
Relembrando a postagem sobre o ver e olhar, pude rever a importância de
desenvolver um olhar mais apurado na educação, quando temos um olhar mais
atento somos capazes de identificar situações e problemas, analisando e
interpretando fatos a modo de buscar entendimento sobre como se posicionar e auxiliar
quando necessário.
Ao olhar os alunos podemos identificar suas necessidades, podendo
trabalhar com assuntos que estejam interessados, no meu período de estágio
algumas vezes isto ocorreu, preparei atividades para desenvolver com a turma
que no meu ponto de vista achei que era propício para aquele momento, mas
através da observação de como os alunos estavam envolvidos, percebi que não
estavam interessados, então imediatamente parei com a atividade e os levei para
o pátio onde brincaram e se divertiram.
Por este motivo destaco a importância de
um olhar mais específico do professor, e este também deve estar apto a
modificar e transformar as atividades desenvolvidas para que os alunos possam
sentir-se envolvidos no seu processo de ensino e aprendizagem, é necessário que
o docente ao desenvolver suas práticas tenha um olhar sensível para a
organização de suas ações.
Com um olhar mais profundo, o diálogo aberto e uma escuta sensível, muitas
vezes identificamos as necessidades de nossos alunos, podendo auxiliá-los e
ajudando em seu pleno desenvolvimento, as crianças possuem características
próprias e, por isso, elas possuem formas diferentes de pensar e sentir o mundo
no qual estão inseridas, e é a partir da interação com as professoras, com
outras crianças, com objetos, que as crianças vão compreendendo o mundo ao qual
pertencem.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Infância Pós-moderna.
Relendo a postagem que fiz em
2015, no primeiro semestre do curso de Pedagogia da UFRGS, sobre Educar uma Infância pós - moderna, uma infância onde tudo muda rápido e o tempo todo me
fez repensar sobre minha trajetória no curso em relação ao uso das tecnologias
nas salas de aula, cada vez mais percebemos crianças explorarem os celulares, tabletes
ou computadores, acredito que a escola possa se constituir como um espaço
importante de reflexão e problematização destas questões, no sentido de
repensar e integrar o uso das tecnologias no ambiente escolar, a modo de
utilizá-las para aprendizagem.
Inicialmente, acredito que não
podemos pensar em “nós” e “eles”, mas sim nos vermos como um todo integrado,
resultante da soma das partes mais as relações que se estabelecem por meio das
trocas e da mediação pedagógica. (SCHLEMMER, 2006, p. 40).
Somos de uma “geração
analógica”, conhecidos como “imigrantes digitais”, próximos a nós há uma
geração de crianças e adolescentes que vivem num mundo digital, numa escola
digital, e cabe a nós professores repensar em nossas práticas a modo de deixar
nossas aulas mais atrativas para estas crianças e adolescentes.
No meu estágio obrigatório
fiz o uso das tecnologias em minhas atividades, trouxe para os alunos vídeos
relacionados aos temas dos projetos trabalhados e ainda trabalhamos com jogos
digitais, onde foram usados como recursos tabletes e computadores, nestas atividades
senti os alunos envolvidos, participaram demonstrando alegria ao utilizar estas
ferramentas, onde manipularam com muita facilidade e domínio.
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| Imagem de arquivo pessoal. |
Referência:
SCHLEMMER, Eliane. O professor e o mundo da escola: O trabalho do professor e as novas tecnologias. Revista textual. Setembro de 2006, p.33-42. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2425153/mod_resource/content/4/SCHLEMMER_O%20trabalho%20do%20professor%20e%20as%20novas%20tecnologias.pdf Último acesso: 23/01/2019.
domingo, 16 de dezembro de 2018
Conceito de Infância II
Relendo a primeira postagem no blog no primeiro semestre de2015 sobre o conceito de infâncias da interdiscipila infâncias de 0 a 10 anos, associei
a conhecimentos adquiridos ao longo dos semestre que a criança é vista hoje
como algo que foi historicamente construído ao longo dos anos. Ariés (1978) nos
mostra que a sociedade nem sempre viu a criança como um ser especial e único,
dotado de particularidades e cuidados especiais. Por muito tempo a tratou como
um adulto em miniatura, por séculos a criança era vista como um ser sem
importância e quase invisível. Só a partir da idade média começamos a entender o
verdadeiro papel da infância bem como suas necessidades e o seu papel social,
hoje ela é considerada em todas as suas especificidades, com uma identidade
pessoal e histórica.
O desenvolvimento e o processo de aprendizagem estão ligados
ao meio social em que a criança vive e tem acessos a diferentes materiais
culturais e é na escola que ela vivencia trocas de experiências e aprendizagens
ricas em descobertas. É indispensável conhecer o desenvolvimento das crianças,
respeitando suas particularidades.
Para finalizar a infância e a criança foram conceitos
construídos a partir das necessidades sociais, conforme cada momento histórico.
Assim a infância é uma construção cultural da sociedade, relacionada ao
contexto que estão inseridos.
Referência:
ARIÈS, P. História social da infância e da família.
Tradução: D. Flaksman. Rio de Janeiro: LCT, 1978.
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