domingo, 10 de dezembro de 2017

A educação multicultural


O Brasil é um pais com uma sociedade multicultural, um território que abriga povos de origens culturais distintas entre si, onde cada cultura possui suas origens históricas e características e estas devem ser respeitadas. As relações entre estas se dá muitas vezes em forma de rejeição, conflitos ou de aceitação e tolerância em relação ao próximo.
Muitas mudanças acompanhamos no decorrer da história, principalmente em relação aos negros, que aos poucos conquistaram seu espaço na sociedade, ainda hoje li damos com o preconceito, principalmente em relação a cor da pele, muitos são classificados por menos favorecidos, como marginalizados e sem condições de viver com a elite.

"A igualdade que queremos construir assume o reconhecimento dos direitos básicos de todos. No entanto, esses todos são padronizados, não são os "mesmos". Têm que ter as suas diferenças reconhecidas como elementos presentes na construção da igualdade."
(CANDAU, 2002 pág. 127-128)

Para fazer a diferença podemos pensar em uma educação que reconheça o outro, onde as diferenças sejam integradas e não vistas como barreiras e sim como complemento de nossa existência, respeitando o outro e suas particularidades.

Referência:
CANDAU, Vera Maria Ferrão. Sociedade, cotidiano escolar e cultura (s): uma aproximação. Educ. Soc.[online].2002, vol. 23, nº 79, pág. 125-161.


sábado, 9 de dezembro de 2017

Método Clínico

Piaget foi auxiliar de pesquisa no Instituto Binet, local onde se trabalhava com escalas para avaliar o quociente intelectual (Q.I), sua tarefa era de aplicar questões para crianças e anotar os acertos e os erros, este material servia de base para a construção de tabelas de uma versão para crianças em teste. Piaget ficou curioso com as repostas dadas pelas crianças e percebeu que crianças de uma mesma faixa etária erravam as mesmas questões. Ao questionar as crianças, constatou que eles ao explicarem seus erros, as respostas eram semelhantes entre si, a partir das característica de seguir o pensamento da criança a partir de suas próprias respostas serviria de base para a construção do método clínico que caracterizou sua metodologia de pesquisa.
O método clínico é um procedimento que visa conhecer as diferentes características do pensamento infantil, investigar como as crianças pensam, agem, percebem, sentem, e constroem suas representações da realidade que a cerca, da forma como o sujeito assimila e acomoda as informações que constrói seu conhecimento, em diferentes idades, avalia o raciocínio e não o que está certo ou errado. 
A diferença do método clínico de outros métodos é a intervenção sistemática do experimentador, diante da situação do sujeito e como resposta suas ações e explicações. A interação do experimentador deve ser flexível e sensível ao que o sujeito está fazendo ou respondendo. 
Na interdisciplina de Desenvolvimento sob o enfoque da psicologia II, fomos convidadas a elaborar uma atividade de aplicação do método clínico, confesso que não é muito fácil de aplicar mas o resultado nos auxilia em avaliar a forma como o aluno constrói seus conhecimentos, nos auxiliando a preparar atividades para atender aos alunos, conforme sua estrutura de pensamento. Segue os teste aplicados com duas crianças em idades diferentes que apresentam as mesmas características em suas respostas.



                                          

Referência:
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Pedagogia do Encontro

Neste ano de 2017, tive o prazer de presenciar uma palestra do professor e  Doutor em filosofia Gabriel Perissé, a partir de estudos da obra do autor espanhol Alfonso López Quintás, desenvolveu uma proposta chamada Pedagogia do Encontro.
Esta proposta tem haver com a didática e a relação professor/aluno, pensando em uma prática transformadora, de perceber  a sala de aula como um espaço de grandes aprendizagens e de excelente  qualidade educacional. A pedagogia do do encontro tem uma proposta filosófica e humanista, para que esse encontro aconteça é necessário que haja alguns investimentos em ações e atitudes, um entrelaçamento de iniciativas onde requer uma boa vontade, uma gentileza, uma cordialidade, uma capacidade de ouvir o outro atendendo suas expectativas através do diálogo e respeito mútuo. O encontro é uma experiência bidirecional, ensinar numa perspectiva de diálogo é transformar a sala de aula num palco onde somos personagens protagonizantes uns dos outros, uns ao lado dos outros na busca e na construção de valores e de conhecimentos. 

   "Na pedagogia do encontro, procuramos o valor genético do conhecimento. Ou , em outras palavras, experimentamos com os outros a alegria da descoberta pessoal. A sala de aula não é o lugar do tédio nem do excesso de trabalho. É o lugar da criatividade." (PERISSÉ, 2012, pg, 86).

Nesta citação do livro, me faz refletir sobre a prática em sala de aula, onde não devemos apenas chegar despejar conteúdos, como se fosse apenas o que importasse, mas tornar este ambiente num espaço de encontro dos alunos com o professor, dos alunos com os alunos e entre todos com o conhecimento, despertando nos alunos sua curiosidade e sua criatividade, pois o essencial é o desenvolvimento pessoal , onde inclui além do desenvolvimento intelectual o afetivo.

Referência:
PERISSÉ, Gabriel. Pedagogia do Encontro. São Paulo, 2012. Ed. Eureka.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Diversidade

Falando de diversidade logo penso em uma construção social, conjunto de valores e diferenças compartilhados pelos seres humanos na vida social, lembrando que as distinções não existem a si mesmas, mas são sempre um produto da cultura, pois ao longo da vida escolar nos deparamos com vários tipos de diferenças como: de gênero, de raça, religião, valores entre outras.
A tendencia de tomar a diferença como inquietação dos valores estabelecidos por um grupo social ou cultural tendem a gerar comportamentos que são prejudiciais no relacionamento entre os indivíduos como preconceito, intolerância e discriminação, por esse motivo acredito ser importante desde de cedo trabalhar  nas escolas com a diversidade, levando os alunos a entender que nem todos somos iguais, que cada cultura, cada ser ser tem sua própria história e sua própria identidade.

[...]"É necessário a promoção do respeito mútuo, o respeito ao outro, o reconhecimento das      diferenças, a possibilidade de falar sobre as diferenças sem medo receio ou preconceito."
         (Orientações e ações, para a educação das relações étnicos-raciais, 2006, pg 23)

Através desta citação  entendo que escola tem um papel importante na formação dos alunos, pensar na diversidade é um processo para a construção da identidade, significando que ela desperta para a criação de valores e atitudes que permitam um olhar e uma reflexão onde ocorra uma melhor convivência e respeito entre todos, obtendo como resposta um pleno desenvolvimento da humanidade.   

E meio as pesquisas que realizei, encontrei uma animação dirigida por Teddy Newton, produzida pelos estúdios Disney Pixar, Dia e Noite, esta animação ilustra muito bem a perspectiva integradora da diversidade, onde os personagens o Dia e a Noite  no primeiro momento se estranham e se tornam rivais por causa das divergências, mas aos poucos eles se encantam pelas características que não possuem. 




Referências:
Ministério da Educação/ Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, "Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais", Brasília, SECAD, 2006.

DAY e NIGHT, Sound Design-By D.i.a da Veteran [Browar Country Florida], Disney Pixar, 2012. Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=s7ylQ2Yzajo, ultima visualização em: 02/12/2017.





quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Casamento homoafetivo

          Há quatro anos no Brasil,  foi aprovada  pelo Supremo Tribunal Federal resolução N°175 de 14/05/2013, a união homoafetiva, segundo dados do IBGE, cada vez mais no Brasil vem aumentando a união entre pessoas do mesmo sexo. Muitas vezes ouço dizer que a questão dos casamentos gays é algo novo, mas acredito que não, pois a relação homoafetiva esteve sempre presente em nossa sociedade ao longo da história, percebo que  conforme o nível de aceitação social, estas relações tornavam-se públicas ou não. A homossexualidade sempre existiu, mas por muito tempo foi tratado como algo excluído, e os homossexuais vítimas de preconceito.
        Como professor entendo como é importante trabalhar com as crianças a questão da diversidade, principalmente quando o assunto é sobre gênero, pois as famílias vem se constituindo de formas  diferentes, não necessariamente por pais e mães, mas muitas como pai e pai ou mãe e mãe.
Na interdisciplina de Questões étnicos-raciais na Educação, do curso do PEAD da UFRGS, fomos convidadas a escolher alguma história de superação para produzir um curta.
        Este trabalho foi produzido em grupo, uma de nossas colegas trabalha em uma escola de educação infantil no município de Esteio e lá conheceu um casal de  mães, pois estas tem um filho adotado que frequenta a escola, então decidimos convidá-las para nos dar a entrevista, que para nossa alegria aceitaram. Foi um trabalho de grande valia e com aprendizagens significativas.
Segue o vídeo:


Referência:
ENTREVISTA SHEILA E ALICE, Nanci Bertoni, Porto Alegre 2017,Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2LmqlnrFCsk, ultima visualização em: 29/11/2017.

   

domingo, 26 de novembro de 2017

Diálogo e curiosidade.

 Dialogicidade é uma exigência da vida humana é essencial na educação como uma prática de liberdade de diálogo, portanto segundo o autor, “Não há comunicação sem a dialogicidade e a comunicação está no núcleo do fenômeno vital.” (Paulo Freire, 2000, p.74). Pensando assim a comunicação é muito importante, principalmente nas relações humanas, pois estão presentes nas ações e reflexões, de vivências diárias, adquirindo e aprimorando conhecimentos através da curiosidade.
 Curiosidade é o que nos torna seres de pergunta, sem esse hábito não adquirimos conhecimentos, por isso é importante pensar no ambiente escolar, onde não devemos levar nossos alunos a produzirem apenas cópias através de exercícios repetitivos de conteúdos indispensáveis, característica de uma prática bancária.
 Devemos formar alunos que busquem conhecimentos através de suas curiosidades, para Freire somos seres inacabados, ou seja, sempre em uma busca constante de conhecimentos, pois sempre há em nós espaço para aprender mais, rever nossas ações, nossos hábitos e até a nossa forma de pensar.
 Sem a curiosidade epistemológica deteriora-se a prática progressista, nesta prática o professor tem um papel fundamental de desafiar o aluno para que ele desperte sua curiosidade, através do diálogo e de trocas, superando a curiosidade ingênua é que se faz a passagem do conhecimento do nível comum para o conhecimento de nível científico. 

Referência:
FREIRE, Paulo, À sombra desta mangueira. São Paulo, 2000, ed. Olho D’água.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE

Muitas vezes pensei que aqueles alunos que apresentam algum problema, alguma dificuldade, deveria ter um laudo de um especialista, para melhor entender e auxiliar esses alunos em seu desenvolvimento,.
Em 2014, o MEC fez uma nota técnica onde faz cair a exigência de um laudo médico, muitos profissionais da área da educação acreditam que para receber um aluno com deficiência, estes precisam vir acompanhados de um laudo.
Através NOTA TÉCNICA 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE, fica claro que os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação tem direito a educação em escolas comuns do ensino regular, com qualidade em igualdade, o laudo médico não é obrigatório, mas complementar quando a escola achar necessário.
No lugar do laudo a nota traz uma possibilidade onde os clínicos que tratam da criança podem ter um diálogo com os educadores a fim de construírem juntos estratégias para ajudar as crianças que encontrem barreiras no ambiente escolar, sendo considerado um processo de ensino-aprendizagem, que leve em conta sua forma de aprender de modo que vise a socialização.

Fonte de imagem:
https://www.google.com.br/search?q=inclus%C3%A3o+sem+laudo&dcr=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjcxaS97MbXAhUJIJAKHX5ZAZsQ_AUICygC&biw=1366&bih=613#imgrc=A_QKSYkHG-eaXM: