terça-feira, 14 de novembro de 2017

Relações étnico- raciais na Educação Infantil.




 Na interdisciplina de Questões Étnico-raciais na Educação: Sociologia e História, no curso de PEAD da UFRGS, foi proposto que após a leitura do material:"Orientações e Ações para Educação das Relações étnicos - raciais", deveríamos desenvolver atividades de acordo com a faixa que atuamos. 
Como atualmente trabalho na Educação Infantil, com uma turma de Berçário,  escolhi como atividade trabalhar o livro “Menina Bonita do Laço de fita” na hora do conto.                                                                        Os alunos forma organizados na rodinha e então com o auxílio do livro contei a história demonstrando as gravuras, as crianças participaram demonstrando interesse,  aqueles que falam algumas palavras, acompanharam a fala do coelho “Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?”, a cada resposta da menina as crianças se divertiam ao perceber tudo que o coelho ia fazer para ficar pretinho. Após as crianças ouvirem a história apresentamos aos pequenos uma família de bonecos negros, onde há a mamãe, papai, vovô, vovó e irmãos, as crianças exploraram e compartilharam esses bonecos uns com os outros, desta forma os alunos socializaram as relações étnico-raciais através do lúdico.

"É com o outro, pelos gestos, pelas palavras, pelos toques e olhares que a criança construirá sua identidade e será capaz de representar o mundo atribuindo significados a tudo que a cerca. Seus conceitos e valores sobre a vida, o belo, o bom, o mal, o feio, entre outras coisas, começam a se construir nesse período."                                                                                                                      (Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais, Brasília, 2006, pg 31).
                    
Ao realizar a leitura do texto proposto pela interdisciplinar, no capítulo “sugestões de atividades”, identifiquei algumas que também já realizei com meus alunos, quando trabalhei o projeto identidade, na sala ficou exposto um espelho na altura das crianças onde poderiam ter acesso ao momento que quisessem, muitos olhavam-se por diversas vezes no dia, tocando em seu cabelo, verificando sua aparência. Outra atividade que destaco foi um baile de carnaval realizado com a turma, em uma caixa trouxe diversas fantasias, cada um escolheu a sua e após todos estarem prontos, dançamos ao som de marchinhas de carnaval.
Entendendo que a Educação Infantil tem um papel social de atender as necessidades das crianças constituindo-se um espaço de socialização, de convivência entre iguais e diferentes e suas formas de pertencimento como espaço de cuidar e educar, permitindo levar as crianças a explorarem o mundo através de novas vivências e experiências, utilizando de diferentes recursos como na contação de histórias e através de jogos e brincadeiras.

Fotos das atividades.
1)Hora do Conto: “Menina bonita do laço de fita”.
  
 

2) atividade “Projeto Identidade”, utilizando o espelho.

 
3) Baile de Carnaval.


                         



 Referências:

MACHADO, Ana Maria, Menina bonita do laço de fita, São Paulo, Ed. Ática.

Ministério da Educação/ Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, “Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais”, Brasília, SECAD, 2006.

sábado, 4 de novembro de 2017

Educação e as necessidades especiais.

A educação inclusiva é um movimento amplo, onde não se restringe apenas a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular, mas requer uma nova organização da escola que considera a diferença de todos, sendo esta uma instituição que aprende com as diferenças e se preocupa em oferecer o melhor do ensino reconhecendo o aluno como sendo capaz de aprender.                                             
              Muitas vezes quando nos deparamos com alunos portadores de deficiência dentro de nossa escola, não sabemos como agir, acreditando que não estamos preparados para atendê-los da forma que merecem a conduta do professor também pode excluir a pessoa com deficiência do sistema educacional geral.
            Desenvolvemos muitos preconceitos, principalmente quando associamos a deficiência com a capacidade de aprender, classificando-os como coitadinhos não sendo capazes de se desenvolverem como os outros, mas devemos entender que o aluno não é marcado e definido por uma categorização, a convivência com os alunos é o melhor caminho para que o outro seja reconhecido na medida em que se constrói esta relação em professor e aluno. A escola se prepara para receber todos os alunos, conhecendo-os diretamente em suas diferenças no cotidiano escolar.
             Acredito que nós professores devemos tratar todos os alunos da mesma forma independente de sua deficiência, devemos procurar entender as necessidades destes alunos, para melhor atende-los, procurando não excluir estes, tratando-os de forma diferente dos demais, mas sim os incluir em todas as atividades respeitando suas limitações.

Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação. Diferenças e Preconceito na escola alternativas teóricas e práticas/ Coordenação de Júlio Groppa Aquino.- São Paulo: Summus 1988, (vários autores).
Disponível:https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2185271/mod_resource/content/1/4.%20Sobre%20crocodilos%20e%20avestruzes.pdf. Último acesso em 04/11/2017.
  Imagem retirada do google: http://ipodine.pt/educacao-especial-e-inclusao-duas-faces-de-uma-mesma-moeda/#prettyPhoto/0/ 
         
           

domingo, 22 de outubro de 2017

Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos

Existe três diferentes formas de representação ensino/ aprendizagem escolar:
- Pedagogia diretiva;
- Pedagogia não-diretiva;
- Pedagogia relacional.
 Cada modelo pedagógico é sustentado por uma epistemologia.

Modelo Pedagógico Diretiva e Epistemologia do Empirismo: Temos a imagem do professor como um dono do saber, transmite o que sabe para o aluno que não sabe, o professor fala e o aluno escuta, o conhecimento é transmitido para o aluno que é visto como uma tábula rasa/ passivo só aprende o que o professor ensina, este é um exemplo típico de uma aula tradicional, onde a curiosidade dos alunos não tem importância.
2º Modelo Pedagógico Não Diretiva e Epistemologia do Apriorismo: O professor é um facilitador e um auxiliador dos alunos nas aprendizagens. Neste modelo tem-se a concepção de que o aluno traz consigo uma bagagem de conhecimento que necessita apenas de auxílio, neste caso o professor acredita que o aluno aprende por si mesmo.
Modelo Pedagógico Relacional e Epistemologia do Construtivismo: Esse modelo tem por objetivo um trabalho em conjunto, no qual a construção do conhecimento se da por reflexão, os alunos e os professores desenvolvem o trabalho juntos, nuca troca de saberes e experiências ou seja um aprende com o outro. 
S- Sujeito, O- Objeto / A- Aluno, P- Professor
No meu ponto de vista  este terceiro modelo é o mais indicado para se trabalhar em sala de aula, pois tem por objetivo a interatividade, a relação, a participação, trabalho em conjunto, onde há melhores resultados beneficiando ambas as partes. Em minhas práticas cada vez mais venho procurando trabalhar com esse modelo pedagógico acreditando ser o mais eficaz, pois assim os alunos tem voz em sala de aula, trazem coisas novas e trocam experiências com todos no ambiente escolar, assim todos aprendem juntos, construindo e adquirindo novos conhecimentos.

Referência:
BECKER, Fernando, Educação e construção do conhecimento, 2 ed. Porto Alegre: Penso 2012. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2094550/mod_resource/content/2/Texto%20Modelos%20Pedag%C3%B3gicos%20e%20Modelos%20Epistemol%C3%B3gicos%20de%20Fernando%20Becker.pdf. Acesso em 22/10/2017.

Fonte de imagem:                                                                                                                                  https://www.google.com.br/search?biw=1366&bih=662&tbm=isch&sa=1&q=modelos+pedag%C3%B3gicos+diretiva+empirismo&oq=modelos+pedag%C3%B3gicos+diretiva+empirismo&gs_l=psy-ab.3...66223.70495.0.72151.12.11.1.0.0.0.144.1421.0j11.11.0....0...1.1.64.psy-ab..0.0.0....0.RQTfUy1vGBw#imgrc=828yQYZNSjwMXM:

domingo, 15 de outubro de 2017

Feliz dia dos professores


Desejo a todos os colegas de profissão e aos mestres que foram responsáveis pela minha formação, um feliz e abençoado dia!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Ética

     O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Entende-se ética como um conjunto de valores morais e princípios de conduta do ser humano na sociedade, este serve para que haja um equilíbrio e um bom funcionamento social.
Ética e moral são temas relacionados, mas são diferentes, pois a moral se fundamenta na obediência as normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos, já a ética, busca fundamentar a o modo de viver pelo pensamento humano.
    Falar em ética nos faz refletir em como estamos nos relacionando com outro, o valor de nossas ações sociais considerando a convivência coletiva tanto quanto a individual, colocando em prática um senso de consciência e responsabilidade, sendo estas as condições indispensáveis para conviver em sociedade. 
   Como afirma Hermann (2008, p. 27) "Parece-me, então, que o processo formativo pode ser adensado, valendo-se das estratégias do ato de viver, que preparam para nos imaginarmos no lugar do outro e para examinarmos racionalmente nossas decisões".
Trabalhar com os alunos a relação do respeito, a justiça e a solidariedade estamos despertando nos mesmos o interesse de pensar no próximo, buscando um comprometimento de se colocar no lugar do outro. 

Referência:
HERMANN, Ndja. Ética: Aprendizagem da arte de viver. Educ. Soc. Campinas Vol.29, nº 102, p. 15 - 32, jan/abr, 2008.
Fonte de imagem:
https://www.google.com.br/search?q=%C3%A9tica&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwioz_TEoMnWAhUDiJAKHSaJDRUQ_AUICigB&biw=1242&bih=602#imgrc=01LixPOdVkKVSM:

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Oficina de Produção de texto


                                                                                                                                                                                              Na última quarta-feita (13/09), aula presencial do Seminário Integrador VI. no curso de Pedagogia à distancia na UFRGS, tivemos uma oficina de Produção de Textos, ministrado pela professora Ivany Souza de Ávila, foi uma oficina muito produtiva onde dialogamos sobre a importância de produzir uma boa escrita.
No primeiro momento a professora realizou algumas atividades, nas três primeiras tínhamos  um certo tempo para escrever as palavras que aparecessem em nossa mente, pensar e escrever. Algumas colegas falaram para o grande grupo, percebemos que as sequências das palavras escritas faziam parte do que as colegas estavam sentindo no momento.
Na quarta etapa trabalhamos com associações de idéias, a professora nos passava a palavra e escrevíamos as que associavam-se as mesmas,
Na quinta etapa, a professora nos passava uma frase e nós escrevíamos uma palavra representando a mesma, após a escrita a professora salientou que aquela sequência de palavras poderia se transformar em um poema e assim brincamos com as palavras.
Pude entender com essas atividades que para desenvolver uma boa escrita podemos partir do ponto de escrever palavras soltas e logo montá-las formando assim um texto, com sentindo e coerente.
Para desenvolver a habilidade de realizar uma boa escrita é necessário que haja muita prática, escrever pensando no interlocutor, ser reflexivo, analisar e o mais importante ter referencia teórica.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Eixo VI

Mais um semestre iniciando, cada vez mais estamos nos encaminhando para o final do curso, todo o semestre concluído é um passo a mais nesta caminhada, onde adquirimos muitos conhecimentos e novas aprendizagens, que venha o VI eixo, sucesso à todos!