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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Atividade Hora do Conto

Na Interdisciplina de Didática do curso PEAD da UFRGS,  fomos convidadas a planejar e desenvolver uma atividade com os alunos, este trabalho foi proposto para ser realizado em grupo, trabalhei com mais duas colegas Cláudia e Nanci, onde decidimos contar para os alunos a história de Léia Cassol, "Ana, o cachorro e a boneca", as crianças participaram e demonstraram interesse, ao repetir e ajudar a contar a história, desenvolveram a linguagem, a memória e a atenção, ainda despertaram a criatividade ao produzirem uma máscara, utilizando cola colorida e materiais de sucata. 


PLANO DE TRABALHO DOCENTE
Instituição de Educação Infantil Nossa Senhora Aparecida.
Professoras: Cláudia Saraiva, Marina Ferreira e Nanci Andrade.
Turma: Jardim A. 

Conteúdos:
Português, matemática, história, geografia e ciências, artes, diversidade.

OBJETIVO GERAL:
Despertar o interesse para ouvir a história, identificando os diferentes temas e elementos presentes no livro Ana, o cachorro e a boneca, de Léia Cassol, oportunizando momentos de reflexão sobre a história e respeitando as diferenças decorrentes dessas, essenciais no processo de construção da identidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS (conceituais, atitudinais e procedimentais):  
  Motivar a atenção e a concentração através de ouvir a história;
  Promover o interesse e a reflexão;
  Identificar/reconhecer e nomear os elementos constantes na história e suas funções, conhecer as semelhanças e as diferenças;
    Estabelecer relações com o seu cotidiano;
    Exercitar a linguagem oral e a criatividade;
    Expressar-se livremente através da produção gráfico-plástica;
    Respeitar as diferenças.

DESCRIÇÃO DE CADA UMA DAS ESTRATÉGIAS DE ENSINO
 Rodinha: contação da história, Ana, o cachorro e a boneca, utilizando o livro de Léia Cassol;
 Conversar com as crianças sobre a história que ouviram;
 Atividade: Sugerir desenhar. pintar, recortar uma máscara;
    Disponibilizar o livro, o jogo, o tambor, as bonecas para manuseio e brincadeiras com mediação. 

RECURSOS NECESSÁRIOS                                                                                                                      Livro, boneca de pano (Ana), cachorro de pelúcia, jogo (caixa de ovo), tambor, boneca da Ana (abayome), folhas de ofício, giz de cera e tesoura.     
   
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM (CRITÉRIOS E INSTRUMENTOS)
A avaliação será através da observação do interesse e envolvimento dos alunos nas atividades propostas.                                        




Referência:
CASSOL, Léia. Ana, o cachorro e a boneca. Ed. Cassol, Porto Ale 2014.

domingo, 3 de junho de 2018

E uma das atividades da Interdisciplina de Didática, planejamento e avaliação, fomos convidadas a realizar a leitura do texto "O menininho" de Helen Bucklen, através do texto pude refletir  sobre a importância  do papel do professor, onde este pode ser um grande incentivador despertando a  criatividade e a curiosidade dos educandos, assim como também pode podar o desenvolvimento das crianças, sem estímulos formando seres que não serão capazes de opinar e sem autonomia, sempre a espera de cumprir ordens. O texto ainda nos leva a reflexões de dois modelos pedagógicos existentes nestes ambientes escolares, o primeiro refere-se a pedagogia diretiva, onde o professor dita para o aluno o que deve ser feito, e a segunda a pedagogia relacional, onde a sala de aula é um espaço de construção e descoberta do novo.
No meu ponto de vista é necessário que os alunos sintam-se envolvidos no processo de ensino/aprendizagem, onde o diálogo prevaleça e os alunos sejam desafiados e aprendam uns com os outros inseridos num espaço de trocas, onde relatam o que aprenderam, desenvolvendo assim sua criatividade e autonomia.                                                                                  Como educadora procuro trabalhar com o que os alunos trazem para sala de aula, levando -os a entenderem que eles tem voz no ambiente escolar, que são ouvidos e que desta forma podem tornar-se seres críticos e capazes de criar e produzir algo novo, construindo seus próprios conhecimentos, explorando sua criatividade, desenvolvendo sua autoestima e sua autonomia através dos desafios propostos, despertando a curiosidade dos alunos num ambiente descontraído com muitas brincadeiras e jogos.


Texto:


                              “O menininho”
Helen Buckley

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
“Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro.
- Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora nós iremos fazer um prato.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar.
E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola... 


Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...


Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...